Todo poeta traz na alma alguma amargura, alguma dor que lhe corrói o peito, se não baseada no hoje, num passado que lhe assombra.
Moldamos nossos sonhos em tristezas decorridas, alimentamos o coração de amores que se foram, projetamos sonhos na escuridão da alma, esperando assim, quem sabe enfim, clareá-la.
Nas dificuldades da vida, palavras e rimas nos seguram pelas mãos.
E nessa diversidade de letras é na nostalgia dos dias, no pranto das noites, no derradeiro mar de lágrimas das madrugadas, na tristeza das horas, que vivemos no ímpeto ato da criação.
Escrever é manter-se vivo diante a ilusão que é viver.

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