Voando alto

Voando alto

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Da Série: Querer



Depois que aprendi a te querer desaprendi qualquer outro caminho.



Patrícia Belmonte


Da Série: Bom dia!



Hoje amanheci com o canto dos pássaros na minha janela e descobri que essa é apenas uma das milhares de sutis maneiras que Deus encontra de desejar bom dia e de nos ensinar a agradecer a existência, tendo sempre a certeza que, tanto nas alegrias como nas tristezas, é Ele que está no comando, acolhendo nossos corações e amparando cada passo que por nós é dado nessa estrada chamada Vida.

Nada na vida, nunca, será o final...
Tudo, absolutamente tudo, é um novo começo!



Patrícia Belmonte


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Da Série: Amor e Vida



Amo devagar,

sem pressa

porque corrida

já basta a vida!




Patrícia Belmonte


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Da Série: Loucura, Imaginação, Alma




Dentro de cada um existe um outro cheio de sonhos tentando sobreviver a realidade.

 A imaginação é o contentamento da alma.



Patrícia Belmonte


(Imagem: Louis Treserras)


terça-feira, 16 de setembro de 2014

Canto da Sereia (Música)



Quando criança seus olhos eram de estrelas, não haviam nuvens no seu céu. Afinal toda criança tem olhos de luz.

Mas o tempo passou e o céu fechou.

Ela insistia em acender as estrelas empurrando as nuvens, que tentavam encobrir seu céu, com toda a força dos seus sonhos.

Descobriu que a vida adulta apaga estrelas do olhar, mas que sonhar era um ato livre e no qual era possível que as pessoas escapassem da escuridão.

Dentro dos sonhos derrubou muros e construiu pontes, regou flores e pintou a vida com cores alegres.
Mas não era permitido sonhar o tempo todo, era preciso viver...

E foi assim que resolveu encarar seus medos e enfrentar a escuridão, possibilitando os sonhos de conectarem-se a realidade.

Mesmo essa lhe cortando pedaços, ela aprendeu a reconstruir sua vida a cada final do dia.

Não bastava apenas dormir para sonhar e ver as estrelas, mas também necessitava acordar e cumprir os sonhos no brilhar do Sol, que com sua beleza a fazia reluzir da mesma forma que as noites.

Descobriu que sua força provinha do coração e só assim permitiu-se continuar olhando-se no espelho e refletindo os sonhos da criança, porém agora, na realidade e na força da mulher adulta que tornara-se.

O coração que batia em seu peito não era um simples órgão muscular a pulsar, mas sim um intenso canto de sereia a encantar.




Patrícia Belmonte







segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Bons Ventos



Quando sou tomada pelos braços da noite e pela doce inspiração das palavras, sinto no ar um perfume inigualável. Envolvida nesse aroma que embriaga minha alma e meus sonhos, só ouso pensar em sinais de bons ventos.



Patrícia Belmonte


domingo, 14 de setembro de 2014

Da Série: Nós



Não somos o que os olhos podem ver, somos na verdade o que o coração pode sentir, o que a alma pode tocar e o que as atitudes são capazes de proferir.



Patrícia Belmonte


Da Série: Aprendizado



Com o tempo fui aprendendo a andar sozinha e a desviar das pedras que a vida vai atirando como se fossem raios em nossas cabeças. De repente percebi que há momentos em que não precisamos de ninguém para caminhar, que o caminhar depende apenas da nossa vontade e da força dos nossos próprios pés.

Andar sozinha é mais proveitoso do que andar na contramão.


Patrícia Belmonte



sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Da Série: Amor




O amor é o único pilar que tem força suficiente para sustentar-nos em todas as situações.

Seja na brisa suave ou no vendaval é ele que firma-nos ao solo.



Patrícia Belmonte


Da Série: Peculiaridades




Deus tem maneiras peculiares de mostrar-nos o que realmente importa, basta que aprendamos a enxergar com os olhos do coração.



Patrícia Belmonte



quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Da Série: Poesia




Fadada ao encantamento decidi escrever poesia para dar cor e sentido ao mundo que me cerca.




Patrícia Belmonte


Da Série: Você!



Você é a música que toca em meu coração!



Patrícia Belmonte



Da Série: Saudade




Saudades são lembranças adormecidas a espera do despertar.



Patrícia Belmonte



segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Da Série: Bom Dia!



Tanto faz se hoje é segunda ou sexta-feira o que importa é que Deus nos dá a oportunidade de um novo dia, de um recomeço, de uma oportunidade de sermos melhores a cada amanhecer.

Aproveite e faça de cada dia o seu melhor!



Patrícia Belmonte


domingo, 7 de setembro de 2014

Da Série: Amor




Que o amor seja a cura para qualquer enfermidade.



Patrícia Belmonte




Da Série: Amor e Saudade



Amo devagar, mas com urgência de intensidade.

Amo nas lembranças

Na música que toca

Na lua que espreita a noite

Nas palavras que dilatam meu coração


Amo num desejo incontrolável

Num lugar qualquer

Na beira de um rio

Na água que banha meus pés

Enquanto ando para dar espaço aos pensamentos.


Amo de forma irracional

E ao mesmo tempo com uma razão inquestionável

Sou um corpo seguindo as regras do sentimento

Espero com paciência a passagem dos dias

Acredito desmesuradamente em nossos corações.




Patrícia Belmonte



terça-feira, 2 de setembro de 2014

Da Série: Tempo



O tempo passa...

A vida passa...

Tudo anda apressado...

Em um determinado momento você começa a perceber que deixou de conhecer um montão de gente que você já conheceu um dia.

Não...

Com isso não estou diluindo a importância dessas pessoas na caminhada, até mesmo porque se passaram pelo caminho e em um determinado momento lhe deram a mão, serão sempre lembradas.

A memória, assim como as fotografias, é feita para guardar recordações (mesmo que nem todas tenham tido um final feliz).

Se hoje nos desconhecemos é porque a estrada mudou de direção, mas amizade e carinho hão sempre enraizar-se em nossos corações.

A história de cada um é, simplesmente, a história de cada um.

Somente sabe o que viveu e o que valeu aquele que permitiu-se viver.

E pela imensidão desse Universo adoro afirmar que a vida passa, que os momentos vão-se com o tempo, que as pessoas podem até deixar de conhecer-se, mas as histórias vividas, em algum lugar, essas com certeza ficarão.




Patrícia Belmonte


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Da Série: Divergências, Luz e Escuridão



De quem são essas palavras que me rondam nas madrugadas em um ritmo lento, inesperado e tempestuoso?

Peço a voz da composição para ditar os sentimentos.

Não aprendi a andar de salto alto, preciso sentir o solo, suas irregularidades e irrelevâncias.

Tanto na maciez da areia branca, que afunda os meus pés, quanto nas pedras pontiagudas que os ferem e os fazem sangrar.

Sou composta de uma multiplicidade de emoções que me consomem e me alimentam.

Sou grito e silêncio...

Sou a antítese de mim mesmo em meio a luz e a escuridão.




Patrícia Belmonte


Da Série: Sonhos e Saudade



Durmo pouco porque os sonhos urgem e o coração inquieto é um templo de saudade.



Patrícia Belmonte



Da Série: Palavras



Viajo pelas palavras concretizando meus sonhos.



Patrícia Belmonte


Da Série: Madrugada



A madrugada me desperta para que o silêncio possa me abraçar.



Patrícia Belmonte


Da Série: Saudade



Saudade é o desprendimento da alma.


Patrícia Belmonte


Da Série: Diário de Uma Depressão



O quarto era razoavelmente grande, mas eram tantos livros espalhados por ali que transformava-o em um minúsculo espaço.

Eram os seus livros seus grandes companheiros e a cachorrinha que encontrava-se aninhada em um sofá, no canto direito, ao lado de uma das inúmeras pilhas de livros.

Lá fora o vento parecia uma sinfonia ao embalar as folhas da frondosa árvore que ficava rente a janela.

A noite parecia longa demais e o silêncio tão desejado agora assustava.

O silêncio era apenas exterior porque dentro do seu corpo os gritos ecoavam incansavelmente.

Não havia como pedir ajuda quando os olhos de todos só enxergam o conveniente.

Era melhor permanecer em silêncio.

Olhou para o lado, o telefone mudo, 145 dias haviam se passado, mas a vida dentro dela cambaleava no tempo.

Então olhou para o outro lado e puxou da pilha de livros um caderno que encontrava-se entre eles, onde gostava de anotar seus devaneios, tinha sempre um pedaço de papel, um bloco, um folheto, qualquer coisa que pudesse escrever, e uma caneta por perto.

Era uma necessidade silenciosa de comunicação.

Ela pensava que quando as pessoas deixam de entender a vida ou a vida as pessoas (tanto fazia a lógica), somente folhas de papéis podiam suplantar o que achava lhe faltar.

Palavras... As palavras sempre encheram sua vida.

Era na poesia que encontrava seus amigos e chorava seus amores.

Nas rimas doces ou sangrentas, de esperança ou nostalgia ela respirava.

O peito já não carregava mais as flores da juventude, onde os sonhos são reais e palpáveis, agora parecia um deserto seco e quente onde tudo ficava mais difícil de brotar, tudo parecia morrer lentamente.

Ela pensava, se é que ainda conseguia pensar, que as lembranças nessas noites de ventania eram verdadeiras torturadoras da alma.

Sentia medo dessas noites frias, pois era tudo vazio, inclusive seu peito.

Era tarde para buscar algum sentido naquilo tudo que lhe envolvia, nos caminhos trilhados e nas escolhas feitas.

Não entendia o mundo nem tampouco as pessoas que mentiam e desejavam mal as outras.

Não entendia a falta de tempo, tempo esse que depois de perdido não voltava mais.

Não entendia os sentimentos de amor sem intensidade, sem desejo e sem saudade.

Nada mais fazia sentido.

Fechar as portas, as janelas e deixar a noite se prolongar...

Era dessa forma que ela pensava na sua vida, uma eterna noite de ventania, sem lembranças para evitar a dor e sem pessoas para evitar o mal.

Apenas ela em um quarto abarrotado de livros e o animalzinho em silêncio, que de tempo em tempo lhe dirigia um olhar de amor.




Patrícia Belmonte