Voando alto

Voando alto

sábado, 13 de janeiro de 2018

Da Série: Silêncio



Meu silêncio comporta uma infinidade de palavras entrelaçadas em uma sequência ininterrupta de questionamentos. 

Minha inquietação transcende a razão e a lógica do que, até aqui, a sociedade se imaginou capaz de julgar "aceitável". 

Vou muito além do todo que só os olhos têm alcance. 

Superficial não me cabe. Nasci inteira! Substancial! 

Num corpo diáfano adentro a noite e abraço o mundo! 



Patrícia Belmonte



Da Série: Nós


Se pudesse quebraria o silêncio
Arrebentaria sem dó ou piedade
Destruiria a machado sua onipotente presença

Se pudesse rasgaria a roupa
Gritaria em cólera a saudade que sinto
Das partes do teu corpo que ainda resistem em mim

Se pudesse pediria perdão pelos excessos
Pelos gritos e delírios inconscientes
Retornaria lenta e taciturna ao começo

Se pudesse impediria a passagem da noite
Mas só depois de banhar meu corpo no lumiar das estrelas
Para então poder cerrar meus olhos sem intenção

Se pudesse sentiria na longevidade do amor que construí
A vida de volta nesse aroma penetrante que atravessa o quarto
E nesse mesmo silêncio que corta a minha carne
Sentiria de volta você...

Se pudesse! 


Patrícia Belmonte

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Da Série: Frases



Da Série: Amor


Distante 
Dissemino 
Cegamente 
A dor

O corpo 
Reage
Colericamente 
Sem pudor

Sangra 
Em pústulas 
Vivas 
O amor

É você 
Real 
Minha pele 
Meu clamor

Forma 
Subsistente 
Grito 
A você

AMOR!

Patrícia Belmonte

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Da Série: Frases



Da Série: Intensa



Juro que fiz o melhor que pude

Dei o meu melhor

Acredite

Mesmo tropeçando e quebrando tudo

Juro a você que dei o máximo de mim

Não sirvo as coisas iguais
Sou intensa e devastadora
Na melhor forma de ser


Minha imensidão abriga céu estrelado
Flores do campo
Brilho intenso de lua cheia


Sou pequena e frágil quando falo de amor
Inconstante nas emoções
Integra e fiel ao que ocupa o coração


Sou humana, desajeitada e imperfeita
Mas reconheço o perdão como uma nova chance
Como forma de recomeço


Sou munida de gratidão por toda a extensão da minha alma
Acredito no bem que você me faz
Lamento e oro pelo mal que me desejas


Se não fui capaz de colorir seu jardim 
Não foi por não querer e desejar
Nem tampouco por falta de tentativas


Nem todos os solos são aptos a florir
Alguns secam na escassez do tempo


Juro que fiz o melhor que pude
E na despedida ainda molho com lágrimas
O espaço triste e sem cor que domina o momento


Dentro dos meus sonhos perpetuo a acreditar
Que mesmo em corações rupestres delineados pela vida
Ainda é possível florescer.


Dei o melhor de mim...

Acredite!


Patrícia Belmonte

Da Série: Ano Novo