Voando alto
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Voz do Silêncio
Minha voz hoje silencia.
Depois de tantas tentativas de dialogar, de obter um entendimento da nossa história, por fim opto pelo silêncio.
Uma pausa necessária para a dor. Resolvi me fazer paz.
De todas as dores sofridas você foi a mais dolorida, que não encontrou cura, nem remédio e nem um novo caminho para amenizá-la.
E de tanto doer calou-se.
Calou-se porque o corpo padece, porque a alma pede descanso, porque o coração enfraquece.
Enquanto a voz se faz muda, a mente grita, berra, de forma ensurdecedora, enlouquecedora.
E a cada palavra não dita, maldita, a armadura se fecha e me vejo novamente no mundo frio, seco e solitário.
O espaço que você deixou aqui, não comporta mais ninguém.
Patrícia Belmonte
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