Voando alto
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Da Série: Poeta
Sempre envolta em emoções, lendo e relendo poetas e escritores, me deparei com a dor de um deles, Carpinejar está sofrendo por amor, por um amor perdido. Escreve despudoradamente sobre sua dor e sua perda e nesse momento me leva a uma identificação absoluta ao desnudar seus sentimentos em palavras.
As palavras ajudam a aliviar a dor, a ausência e a saudade daquilo que se perdeu ou que se fez perder.
Temos por hábito criar nossos príncipes e princesas da maneira que gostaríamos, passamos a enxergar encantos que só o amor é capaz de explicar, a gente acaba amando príncipe que não chega nem a sapo, mas o sentimento nos deturpa a visão, nos venda e não conseguimos ver o que para tantos é tão claro.
O amor é sorrateiro, age sem que possamos perceber e quando resolve se expor, assusta.
O amor é privilégio de poucos, é raridade, é pedra preciosa.
O amor não dá sinais, chega sem avisar e nos deixa a mercê do outro, seja ele príncipe ou sapo, real ou imaginário.
Quando a perda é inevitável o amor não se despede e vai embora com o ser amado, ele fica, e não se transforma apenas em lágrimas e dor, mas pode se transformar também em arte, em poesia, em textos, em dança, em música, em tudo que for capaz de extravasá-lo.
O poeta cultua o ser amado, o perpetua e o torna imortal nas palavras quando escritas, o músico na música quando cantada, o dançarino a cada nova coreografia.
Amar é uma arte, sofrer faz parte, chorar é consequência.
Não renego a minha dor, pois sou real e sustento um amor mais real do que eu.
Nasci com sentimentos exacerbados, à flor da pele, não escolhi amar aquele ou aquele outro, amei, simplesmente amei. Amo e talvez ame por todos os meus dias, noites e por todas as minhas palavras expostas.
Porque para o poeta é preciso amar, sofrer para então a palavra nascer.
Patrícia Belmonte
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