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domingo, 22 de maio de 2016

Da Série: Sobre a Loucura (Música)



Nunca entendi a loucura ou a definição que alguns têm sobre ela, a única coisa que sei é que sou taxada de maluca por diversas vezes. Na maioria delas, pelos amigos, com carinho e admiração, porém algumas com preconceito.

Na minha cabeça a sociedade julga como louco todo aquele que pensa ou age de forma diferente dos padrões impostos por ela. Costuma aliená-los em hospitais psiquiátricos e sanatórios sem direito ao pensamento próprio.

Com isso não quero dizer que não existam doenças da mente, poderia citar uma infinidade de transtornos que acometem muitos indivíduos, alguns de nascença, outros que desenvolvem as doenças psíquicas durante determinados momentos da vida, pois já existe a pré-disposição genética para tais.

O que me incomoda é a maneira com que vejo o pensamento diferente assustar aqueles que seguem determinados padrões sociais, mesmo que isso não afete em nada a sua vida.

Posso relatar que tive contato direto com muitas pessoas que apresentavam quadros psiquiátricos “anormais” e digo com o maior conhecimento de causa, por experiências vividas que a grande parte deles foram as pessoas mais humanas e amorosas que tive contato nessa vida.

O pensamento diferenciado é criativo, ele vive envolto em uma aura que transcende os sentimentos, é um excesso de sentimentos que lhes compõem.

Amenizando os sintomas das doenças, diagnosticadas de fato, o pensamento é quase sempre mais claro do que o daqueles que vivem dentro da caixa de Pandora, como diriam os gregos. Aqueles pensamentos criados com a cabeça alheia, seguindo padrões determinados por influências externas, preconceituosas e discriminatórias.

Doenças mentais devem ser tratadas com respeito, assim como são tratadas as doenças cardíacas, do metabolismo, cutâneas, imunológicas e assim por diante.

Talvez possa ser mais difícil lidar com as pessoas que tem doenças da mente, mas todo o trabalho que é feito com respeito e amor sobrepõe as dificuldades.

Para crescermos como sociedade é preciso compreender que é fundamental respeitar toda e qualquer diferença, seja ela diagnosticada como doença ou apenas como um pensamento diferente do seu.

Tudo que a sociedade e o mundo em si precisam é de humanidade e respeito ao tratar com o próximo.




(Patrícia Belmonte, 'Sobre a Loucura')









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