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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Da Série: Notas de Uma Vida em Construção



Estar em uma livraria é fantástico, sinto-me como Alice no mundo das maravilhas, tudo é encantado.
Hoje enquanto andava entre as estantes de livros, em um de meus passeios pelas livrarias da cidade, fui interceptada por um garoto (imagino que deveria ter entre 10 e 12 anos de idade) com a seguinte pergunta:

"Qual livro você procura?"

Surpresa olhei para ele e disse que estava à procura de um livro de poesias. Em seguida ele já me falou o livro ao qual ele buscava e no mesmo instante me fez o convite:

"Vem comigo, acho que sei onde ficam os livros de poesia."

E saiu rapidamente olhando para trás para certificar-se de que eu o seguia. Paramos em frente a estante de romances, ele olhou atentamente e com um ar meio decepcionado disse:

"Acho que não é aqui, deve ser no andar de cima."

Concordei e falei que estávamos bem perto do livro que ele buscava e essa era a minha vez de ajudá-lo. 

Trocamos mais algumas palavras, ele sempre muito entusiasmado na fala, até que chegamos ao final de nossas buscas. 

Ele se despediu dizendo-me que iria atrás de alguém que o acompanhava. Sumiu num piscar de olhos.

Fiquei ali entre os livros, entre o encanto e o afeto que só uma criança tem o poder de nos transmitir na sua ingenuidade e espontaneidade.

Aqueles minutos me abraçaram de uma maneira que seria impossível não usar uma citação do grande Guimarães Rosa:

"Felicidade se acha é em horinhas de descuido."



(Patrícia Belmonte in 'Notas de Uma Vida em Construção')

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