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sábado, 16 de janeiro de 2016

E foi assim...




E foi assim...


Percebendo, sem jamais querer perceber, que tudo foi ficando para trás.


O sorriso já não continha mais a mesma luz. Os olhos, lentamente, empalideceram. E os gestos passaram a seguir o ritmo casual das coisas sem sentido.


Quando dei por mim toda a casa havia mudado de lugar. E o relógio perdera os ponteiros da alegria na espera.


E foi assim...


Que meus pedaços espalharam-se pelo chão. Que meu coração perdeu a leveza da batida e desintegrou-se no Universo dos sentimentos.


E foi assim...


Que precisei juntar os cacos do pouco que ainda restou. Que precisei reaprender a andar em linha reta sem o desequilíbrio da sua risada a preencher o vazio.


E foi assim...


Simplesmente assim...


Com os olhos marejados e o coração partido que lhe vi partir.





Patrícia Belmonte


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