De quem são essas palavras que me rondam nas madrugadas em um ritmo lento, inesperado e tempestuoso?
Peço a voz da composição para ditar os sentimentos.
Não aprendi a andar de salto alto, preciso sentir o solo, suas irregularidades e irrelevâncias.
Tanto na maciez da areia branca, que afunda os meus pés, quanto nas pedras pontiagudas que os ferem e os fazem sangrar.
Sou composta de uma multiplicidade de emoções que me consomem e me alimentam.
Sou grito e silêncio...
Sou a antítese de mim mesmo em meio a luz e a escuridão.
Patrícia Belmonte
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