Tenho dias de Clarice, inclassificável, intrigante, vivendo de epifanias
Noutros Quintana, vivendo só, na companhia inquietante das palavras
Drummond conforme a lua
Manoel de Barros dependendo da intensidade solar e do canto dos pássaros
Tenho dias de amor e faço do amor uma entrega, Neruda até findar esse dia
Na desolação do amor Florbela me toma, incansável e tristemente
São tantos os poetas que me compõem nessa estrada de versos que atravesso
Mas têm dias...
Muitos dias...
Que sou quarto fechado e numa garrafa de vinho deixo Bukowski falar por mim.
Patrícia Belmonte

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