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domingo, 29 de junho de 2014

Desfeita



Quando eu te perdi mudei meu nome e minhas certezas. Já não cabia mais dentro do peito aquele sentimentalismo bobo que sonha com o impossível.

Açoitei meu corpo, inúmeras vezes, em outros corpos para reprimir o desejo que só sabia sentir com você.

Despejei palavras ao vento, desprovidas de qualquer amor, para certificar-me que te esquecia.

E mesmo com lágrimas nos olhos, o peito ardendo como se vivesse com um punhal atravessando-me o coração e desfazendo-me em pedaços, dia a dia, segui...

Nada disso desbotou sua imagem da minha memória.

Nada disso desfez você do meu coração ou enganou as lembranças que você deixou.

Pago a conta da vida na saída...

E saio...




Patrícia Belmonte



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