Confesso que me intriga o fato de perceber que nada mais do que a gente viveu tem sentido, pois a pessoa que a gente tanto amou de repente passa a ser um estranho.
Quando cansamos de doer, quando percebemos que a ferida, apesar da intensidade e da profundidade já não dói como antes, aí então começamos a olhar para frente e enxergar que logo ali adiante tem um horizonte lindo, um céu de um azul celeste maravilhoso e um Sol com um brilho cintilante capaz de mudar todo o rumo da história.
E é esse horizonte que agora nos guia.
Seguimos com algumas dores ainda ocultas, que às vezes nos
fazem parar por alguns poucos segundos, mas nada que um analgésico não possa
amenizar.
Seguimos como se aquela pessoa que em algum momento foi tão
especial, mas que não soube receber nosso amor, já não existisse mais.
É a morte de uma ilusão, é uma morte lenta, em vida, mas uma
morte...
Uma morte de sentimento, de confiança, de idealização...
E a mais triste morte, a do amor.
Mas a vida não abandona os sonhadores, por isso eles seguem,
pois sabem que sonhar renova as forças e permite que no meio desse horizonte
vasto as estrelas brilhem com maior intensidade para que o amor possa
ressuscitar em outro corpo, em uma alma limpa e que saiba reconhecer e
contemplar com você cada trecho que resta dessa caminhada.

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