Fiz da minha dor companhia.
Parece triste termos dor como companhia, mas se conseguirmos olhar com os olhos da esperança e da positividade, poderemos ver que a dor de hoje é sinal de beleza em algum momento de nossa vida.
Hoje ela é saudade, mas já foi casa cheia.
Hoje ela é tristeza, mas já foi contentamento.
Hoje ela é desânimo, mas já foi entusiasmo.
Hoje ela é desilusão, mas já foi fascinação.
Hoje ela é abnegação, mas já foi aceitação.
Hoje ela é menosprezo, mas já foi consideração.
E nessa infinidade de foi e não mais ser, me agarro as lembranças bonitas e faço da dor, apesar do desespero, minha eterna companhia, ocupando seu lugar.
Patrícia Belmonte

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