Olhos que veem horizontes
Além dos caminhos distantes
Olhos que cruzam oceanos
Que sentem
No correr lacrimoso do inconstante
A brisa da salvação
Gestos que brandem chegadas
Que socam incompreensões
Gestos que silenciam a alma
Que pedem
Perdão ao extremo da hora
O terno da remição
Encontro-me em tantos poentes
Silencio ou grito
Na dúbia existência
De percorrer extremos
Entre sorrisos e lágrimas
Sobre(viver)!
(Patrícia Belmonte)


