As palavras, por vezes, parecem escapar do meu pensamento, fogem do meu dicionário, se escondem do meu imaginário, e eu sempre correndo atrás, porque elas são o meu refúgio, o meu ponto de equilíbrio e o meu acalento da alma.
É através delas que faço carinho e que ganho carinho.
Que dou colo e que ganho colo.
Que abraço e que sou abraçada.
Que amo e que sou amada...
É com elas que quando a saudade aperta meu peito, sou conduzida até você.
E através dessas palavras, tantas vezes mal escritas e sem lógica, que consigo traduzir o que minha boca não consegue expressar e o que a minha cabeça não consegue compreender.
As palavras me libertam da dor de um coração oprimido pela falta que você me faz.
Tua ausência se torna presença quando me coloco a escrever e tua presença, mesmo que apenas em forma de breves textos, me torna mais sentimento, mais emoção, mais desejo, mais coração, mais querer, mais eu, mais você, mais perto, mais nós.
Que nunca me faltem palavras, para que eu nunca deixe de acreditar na importância dos sentidos, do ser, do poder, do conquistar, do sorrir, do chorar, do enxergar e principalmente do amar.
E a cada letra que rabisco, cada palavra, frase, texto, poema que traço em uma folha qualquer, gera uma forma de amor que ultrapassa a coerência.
Mas amor de verdade não necessita ser coerente e tampouco necessita de maiores explicações.
Patrícia Belmonte